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24 de Junho – São João Batista

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

São João Batista - A origem do "Precursor de Jesus"

 

O anjo concluiu o comunicado com uma promessa: “Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele, pois será grande aos olhos do Senhor” (Lucas 1,14-15).

 

 

Filho de pais idosos e de uma mãe estéril, o nascimento milagroso de João Batista foi anunciado pelo anjo Gabriel. Natural de Ein Kerem, na Judeia, no ano 2 a.C., o menino era filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, descendente de Aarão e prima de Maria, que viria a ser a mãe de Jesus. Segundo a fé cristã, o mensageiro se apresentou primeiro ao sacerdote Zacarias, que, ao duvidar da notícia de que Isabel teria um filho, foi castigado com o silêncio até o nascimento do menino.

Diferente dos demais santos homenageados no dia de seu martírio, São João é o único celebrado na data de seu nascimento. Sua educação e formação foram inspiradas pelos costumes religiosos do templo onde seus pais serviam e, posteriormente, pelos anos vividos como nômade no deserto da Judeia, onde iniciou sua jornada de pregação. Teve uma vida de extrema simplicidade e penitência: vestia-se com pele de camelo, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e dedicava seus dias à oração e à preparação para sua missão.

 

O anunciador da chegada do Messias

 

João Batista é o elo fundamental entre o Antigo e o Novo Testamento. João pregava as boas novas com palavras de arrependimento e conversão, o profeta anunciava que a chegada do Messias estava próxima. Conforme o Evangelho de São Mateus: “Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão iam ao encontro de João. Confessavam os próprios pecados, e João os batizava no rio Jordão” (Mt 3, 4-6)

Um dos episódios mais célebres das Sagradas Escrituras foi João Batista ter batizado o próprio Jesus Cristo nas águas do rio Jordão.  Nessa ocasião, o Espírito Santo desceu em forma de pomba, e uma voz vinda dos céus revelou o Filho de Deus. O episódio marca o início do ministério de Cristo e confirma a missão profética de João. Tempos depois de ter batizado Jesus, João Batista o viu novamente nas margens do Jordão e disse a seus discípulos: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo’. (João 1, 29) Neste momento, João Batista revela que Jesus é o Cordeiro de Deus, isto é, o verdadeiro e definitivo sacrifício que será oferecido (com a morte de Jesus) para o perdão dos pecados.

 

O que a vida de São João Batista nos ensina

 

O Santo é um símbolo da defesa da verdade e da denúncia das injustiças. Também destacamos sua firmeza diante dos abusos de poder, mesmo que isso o levasse a morte, o que de fato ocorreu, conforme o episódio narrado nos versículos 6 a 11 do capítulo 14 do Evangelho de Mateus.

João havia sido preso por denunciar publicamente o relacionamento adúltero entre o tetrarca Herodes Antipas e Herodias, esposa de seu meio-irmão – união considerada ilegítima segundo a lei judaica. Inconformada com as críticas, Herodias planejou a morte do profeta. A oportunidade surgiu durante a festa de aniversário de Herodes. Encantado com a dança da filha de Herodias, o governante prometeu, sob juramento, atender a qualquer pedido da jovem.

Pressionada pela mãe, ela disse: “Dê-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista.” Mesmo relutante, Herodes ordenou a execução para cumprir a promessa feita diante dos convidados. João foi decapitado na prisão, e sua cabeça foi entregue à jovem, que a levou para Herodias. Assim, a cabeça de João foi levada num prato, foi entregue à moça, e essa a levou para sua mãe.

Sob a justificativa de ser uma ameaça para o Império Romano, São João Batista foi morto no ano 27 da Era Cristã. Seu corpo, segundo o evangelho de Mateus, foi recolhido e enterrado por seus discípulos.


  

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